' '' A importância da PPS (Prática Profissional Supervisionada) para o tutor a distância e o cursista do Curso Profuncionário. | PROFESSORES DE PVH - POR VAL BARRETO

7 de mar. de 2019

A importância da PPS (Prática Profissional Supervisionada) para o tutor a distância e o cursista do Curso Profuncionário.


Imagem via: gestaoescolar.abril.com.br/

Por Valdineia Barreto.
  
A Prática Profissional Supervisionada (PPS) é muito importante, afinal, se refere a ponderação dos aspectos referente a formação em serviço que alunos, neste caso, os profissionais da educação vivenciam por meio dos cursos do Profuncionário.

A PPS não se trata de elementos avaliativos aleatórios, pois são embasados na legislação e nos princípios filosóficos, políticos e pedagógicos que sustentam a formação dos Técnicos em Educação.


A PPS é o procedimento avaliativo do Profuncionário mais apropriado para avaliar a aprendizagem do cursista, por isso, conhecer os instrumentos e critérios de avaliação utilizados na PPS é imprescindível, afinal, o papel do tutor é acompanhar o aluno nesse processo, por isso, requerem 4 princípios que evidenciam os norteamentos que devem ser seguidos, seja de caráter processual, participativa, dialógica ou emancipatória.

O espaço conquistado pelos funcionários da educação vai muito além apenas da atuação convencional e vão à atuação e prática “profissional” no sentido de estar preparado/capacitado, pois existe uma seriedade por parte desses funcionários e sua importância para a educação é obviamente, inegável.

Cabe mencionar ainda a desmistificação de que o cursista da EAD não é bem preparado porque a modalidade só prevê aparato teórico, quando na verdade, conforme visto no Caderno C (na Unidade três) os cursistas experimentam a prática profissional durante os Estágios nos Cursos de Formação, neste caso em específico, o curso Profuncionário.

No ato de leitura do material, vídeos e aulas, notei aspectos fundamentais para uma boa avaliação e isso, sem falar na menção de erros comuns não apenas da educação a distância, mas da educação presencial também, que é a avaliação como algo negativo e temido, acredito que a avaliação não pode ser feita ou vivenciada como a “grande vilã”, ao avaliar o tutor não  deve julgar o relatório do cursista e sim fazer uma análise diagnóstica e ainda, não fazer uma avaliação classificatória e sim emancipatória, pois somente dessa forma é possível alcançar a construção da autonomia desses alunos em sua prática profissional nas escolas.

Analisar os instrumentos de avaliação tem um papel muito importante para o tutor, pois avaliar é uma tarefa muito delicada e exige determinados cuidados, e deve ser feita a relação de cada conhecimento obtido nesse curso de formação e estabelecer não apenas a relação entre as atividades de tutoria expressas nos materiais anteriores, mas ver a PPS como parte integrante do processo de ensino-aprendizagem.

Existe uma harmonia entre todas as abordagens estudadas, de modo que as informações se complementam. Isso deve ficar claro pelas relações entre os instrumentos: “Memorial, Ficha, Relatório” e a PPS.

Portanto, o planejamento é uma prática pedagógica muito importante na PPS, afinal, é necessário haver um plano de atividades de PPS e esse plano precisa ter elementos básicos tal qual todo planejamento escolar, como por exemplos, os objetivos, as ações, as pessoas envolvidas, os recursos necessários, o período e local de sua realização, o tempo despendido para realização das atividades (carga horária) e principalmente os critérios de avaliação desse plano de atividades da PPS.

Como toda a aprendizagem é feita por meio de ensino dirigido, evidentemente essas atividades precisam ser avaliadas e comprovadas, o formulário de registo permite que o cursista do curso Profuncionário participe e colabore, pois o cumprimento da carga horário das atividades é obrigatório, e contribui para a organização e comprovação de que as atividades foram feitas.

Nesse caso, o tutor precisa conhecer o formulário e sua participação nele, seja registrando como supervisor (a), seja assinando, ao tutor ou quem exerce a função de supervisor (a) da PPS cabe a administração e efetivação do cumprimento da carga horário dos funcionários da escola durante a PPS.

Quanto ao instrumento de avaliação, o relatório não poderia ser mais adequado a função de avaliar de forma diagnóstica e emancipatória os cursistas do Profuncionário, contudo o relatório é um instrumento que precisa ser construído de forma que denotem a aprendizagem dos estudantes, suas dificuldades e principalmente, o aproveitamento destes durante o curso, afinal, os relatos de experiências são capazes de evidenciar o crescimento desses alunos, o potencial de aprender e ainda, as lacunas que precisam ser preenchidas para a integralidade do conhecimento e aperfeiçoamento da prática desses sujeitos nas escolas.

Alguns riscos envolvendo o estágio dos funcionários da escola precisam ser considerados, sabe-se que há relatos de alguns erros durante a prática profissional que não favorecem o aproveitamento dos funcionários da escola na PPS e, portanto, não trazem nenhuma mudança positiva em sua atuação diária na escola. Assim sendo, essa falha no aproveitamento da prática profissional supervisionada na formação dos funcionários, se dá por duas razões:

Primeiro, porque muitas vezes achamos que, “na prática, os funcionários já estão formados, competentes para exercer suas funções”. E que só faltaria uma formação em conhecimentos, uma “ilustração técnica e pedagógica”, uma conscientização que lhes desenvolvesse a autoestima.  Portanto, seria só “reconhecer” os serviços prestados – que ultrapassam em muito as 300 horas requeridas burocraticamente. Quando muito, poderiam ser oferecidas atividades para troca de experiências ou “enriquecimento dos horizontes tecnológicos” (REDE ETEC BRASIL, 2015, p. 30).

Os tutores podem somar na luta para a transformação da prática dos funcionários da escola, pois podem contribuir através do curso Profuncionário, com a transformação da escola, do sistema de ensino, esse é com certeza um objetivo comum de todo professor que acredita na educação, mas não perde o sentido na EAD e no Profuncionário. Com certeza, desejar o mais alto patamar para os funcionários da escola, não é sonhar alto demais, é acreditar que se cada um fizer sua parte, é possível ir, muito longe.

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